Carro elétrico é sinônimo de inovação constante. Confira o que está acontecendo no mercado, e o que o futuro próximos nos reserva.

Inconformada com a ineficiência das soluções dos carros a combustão quando aplicadas aos carros elétricos, a startup israelense REE resolveu literalmente reinventar a roda. Os fundadores da empresa desenvolveram um chassi versátil e completamente plano – tal qual um skate – adaptável a diferentes modelos de veículo. 

Oficialmente apresentada no último dia 10 de julho, no TechCrunch Mobility, a abordagem coloca estrategicamente motor, suspensão, sensores e transmissões diretamente nas rodas, permitindo que os fabricantes usem a mesma estrutura para diferentes carrocerias. É uma solução modular, em que  basicamente as rodas ficam num aro leve, que se conecta por suspensão ao sistema de direção com um motor elétrico e compacto. Sem precisar de entrada mecânica ou hidráulica, o sistema é todo acionado eletronicamente, através dos sensores a bordo de cada roda, que alimentam as informações de volta ao centro do sistema. O chassi modular torna o veículo mais leve e amplia o espaço do automóvel.

A empresa possui uma gama de protótipos construídos e está colaborando com marcas como Mitsubishi, Linamar e NXP para que os primeiros veículos com sua nova arquitetura entrem no mercado em 2023. 

O CEO da startup acredita que tamanha inovação só foi possível por ser desenvolvida por mentes externas à indústria tradicional do automóvel, livres de velhos paradoxos sobre como as coisas “deveriam” funcionar.

Silêncio x Poluição sonora na UEE

Com nível de ruído baixíssimo, os carros elétricos são conhecidos por reduzirem a poluição sonora dos ambientes. Em tempos smartphones, entretanto, o silêncio pode acabar se tornando um perigo para os pedestres que navegam distraídos pelas ruas. Nos países da União Europeia, há um movimento forte de incentivo para que esses veículos sejam maioria e, pensando em proteger os pedestres, agora os automóveis elétricos serão obrigados a emitir som quando andarem a menos de 20km/h. Isso porque a redução de velocidade ocorre justamente próximo a sinaleiras, onde o risco de atropelamentos pode aumentar. A medida é também uma proteção aos deficientes visuais, que frequentemente identificam o tráfego através da audição.

Testes para diminuir custos no Distrito Federal

Com 2,73m x 1,25m, está em fase de testes em Brasília um carro elétrico que promete reduzir custos e agilizar a mobilidade no DF. O modelo foi desenvolvido pela francesa  Renault, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no polo tecnológico de Itaipu. A testagem busca entender a aceitação do público e a inserção do veículo no tráfego urbano. Embora bastante tecnológico, o automóvel é pequeno em tamanho e funciona de forma bastante simples: não possui sistema de câmbio, sendo direcionado por três botões que indicam “frente”, “trás” ou “neutro”. Para ligá-lo basta apertar um botão. Sua autonomia é de 100km e a velocidade chega a 80 por hora. 

A ideia inicial é que sejam carros compartilhados – assim como os sistemas de bicicletas,. que já caíram no gosto da população – através de aplicativos, podendo circular por toda a capital do país, para que, no futuro, a frota seja expandida. 

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